Fiquei impressionada quando me contaram que só na língua portuguesa existia uma palavra para exprimir esse sentimento carregado de tantos sentidos e sensações. Que ao mesmo tempo nos traz a felicidade na lembrança e, num súbito, nos enche de tristeza.
Um sentimento que ao mesmo tempo que traz alívio por ter vivido, nos traz a dor de não poder mais viver.
De 2021 para cá tenho conhecido e tido contato cada vez mais esse sentimento. Hoje em dia, a saudade já extrapola a pessoa, não é mais apenas de alguém, mas de todo o conjunto: saudade do “beijo filha, papai já vai”. Saudades dos almoços de família que as vezes nem dava o verdadeiro valor. Saudade dos momentos de risadas e também das lágrimas.
Saudades de ser quem eu era: destemida porque sabia que qualquer merda que desse entre tantas pessoas que poderia contar estava o meu pai. Saudades dos sonhos e projetos, de tudo que acaba ficando na gaveta, debaixo de algum lugar ou escondido em um canto.
E a saudade ganha outras formas: saudade da inocência, no acreditar, no refrigerante mineirinho em Saquarema… São tantas saudades que eclodem aqui diariamente, que se for listar todas não acredito que consiga terminar algum dia.
Como último post do mês, esse poderia falar sobre técnica, sobre negócios… mas a fotografia também é expressão, é sentimento.
Nesse dia, qual a sua maior saudade ?

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